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Porto Velho,  dom,   12/julho/2020     
artigos

Na terra em que o crime compensa a deputada foi só coadjuvante

10/05/2017 09:52:00
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Quando o mar está calmo, qualquer um pode ser o timoneiro.PÚBLIO SIRO (85 a.C/43 a.C), tornou-se importante escritor da Roma antiga. Era nativo da Síria. Foi feito escravo e enviado para a Itália. Graças ao seu talento, ganhou o favor de seu senhor, que o libertou e o educou.

 

MINGUANDO

Políticos, acostumados a viajar sempre pelos diversos municípios do estado, consultados pela coluna admitem que o até agora poderoso Valdir Raupp, está perdendo densidade eleitoral em áreas de colégios mais densos de eleitores. Essa desidratação tem tudo a ver com a Lava Jato.

 

COMPENSA SIM

Uma pergunta que fica no ar e deve ser respondida pela Justiça e pela Polícia. Se a Helen Ruth foi presa numa visita que fez a Porto Velho (mesmo foragida) por que o ex-presidente da Assembleia, condenado e apontado pela Justiça como chefe da quadrilha que desviou milhões dos cofres do Legislativo ainda permanece solto? E esse questionamento leva a outros: quem é o protetor de Carlão de Oliveira? Quem é o patrocinador de seus esquemas, inclusive os políticos que garantiu vitória de seus filhos nos pleitos? Enquanto essa situação perdurar, fica difícil refutar a ideia de que em Rondônia o crime compensa, pelo menos para quem entra na política.

 

EVITANDO O TERROR

Esse pessoal – a partir do próprio chefe da quadrilha – usou a senha da política, saqueou milhões, sangrou os cofres públicos do parlamento estadual, numa ação de deboche contra o cidadão que cumpre as obrigações e paga seus impostos. Ai está – mesmo condenado – Carlão de Oliveira usufruindo da fortuna roubada do erário, fagueiro e solto, com filhos escalados para representar o interesse do clã, como se nada tivesse acontecido, como se o rombo milionário não tivesse existido. E nos bastidores o que se ouve como justificativa para o chefe da quadrilha ficar longe das grades é que se o tal personagem fosse engaiolado e decidisse fazer uma delação levando terror a outras instituições além do legislativo...

 

COADJUVANTE

Hellen Ruth a ex-deputada foragida e agora presa pode até reduzir sua pena e conseguir benefícios com uma suposta delação de membros da organização criminosa que desviou dinheiro do legislativo e praticava chantagens contra o chefe do Executivo da época. Mas – é o que garantem quem conhece os meandros dos poderes – sua deleção não chega a assustar as figuras de maio relevo. Ela, como outros ex-parlamentares presos por participarem da mesma organização criminosa, não passou de mera coadjuvante.

 

O EPICENTRO

Nessa Rondônia altamente contaminada pela corrupção, a situação de Carlão de Oliveira é muito diferente. Uma eventual delação feita por ele (se for preso) pode atingir “gente do andar de cima”, mostrando o verdadeiro epicentro dos acontecimentos criminosos que tinha ramificações em sensíveis áreas onde a toga é uniforme. A lama da corrupção nos limites rondonienses continua sendo percebida de longe. Até mesmo nas instituições que padeceram com essa deterioração revelada nas operações da PF onde – numa espécie de deboche – ainda surgem personagens para “discutir” moralidade no trato dos recursos públicos. Seria cômico se não fosse trágico. Afinal, o que o Carlão de Oliveira sabe e – pelo visto – não querem que ele apareça para dizer?

 

DESERTO DE IDÉIAS

Nenhum observador ou analista do cenário político rondoniense pode afirmar com segurança qual será o desfecho da disputa sucessória marcada para acontecer no próximo ano. Vários nomes colocados na bolsa de especulação das possíveis candidaturas, todos eles praticamente incógnitos naquilo que pensam em relação aos problemas mais urgentes e mais sérios do estado rondoniense. São personagens mudos sobre os quais a quase totalidade do eleitorado não conhece do que são capazes. Até o momento prevalece o deserto de ideias mantém Rondônia no atraso histórico.

 

PASSIVO DE MISÉRIAS

Nem como cidadãos os possíveis candidatos listados até agora discutem as perspectivas de avanço real no campo econômico e social, garantindo pelo menos que o estado fosse capaz de gerar empregos, melhorar a educação, reduzir o nível da criminalidade, fazer de sua saúde um motivo de orgulho, etc.

Os nomes colocados na passarela da disputa não se manifestam sobre nada, nem sobre o passivo de misérias que mantém Rondônia nesse limbo político, onde o estado fica afastado de tudo, menos da corrupção e da rede de propinas de empreiteiras.

 

FALÊNCIA E BABOSEIRAS

Falimos economicamente, perdemos a capacidade de suprir com a imaginação e a criatividade a dificuldade dos meios, embrenhamo-nos nesse deserto de ideias que estimula o teatro do absurdo até no parlamento, onde deputados perdem horas e horas com as tais audiências públicas em temas como o da “Baleia Azul” e outras baboseiras mais. Quem entre os aspirantes a se tornarem candidatos ao governo vai expor o que pensa sobre os entraves para o desenvolvimento de Rondônia?

 

ESPERANÇA

Hildon Chaves é grande novidade da política nos últimos tempos. Ele surgiu como a esperança de livrar o meio político da tímida agenda da descaracterizada representatividade da classe política rondoniense.

Essa aspiração fica cada dia mais distante. Já estamos no quinto mês do ano e decisões prosaicas, como a devolução de praças e logradouros públicos ao povo, não avançam com a autoridade sucumbindo-se à força de meros camelôs e vendedores e de contrabandos.

 

IDEÓLOGO

Quem estaria funcionando como ideólogo de Hildon Chaves? Quem está orientando politicamente o “prefeito da esperança”? Ora, se o chefe do executivo da capital precisar do aval de deputados estaduais para dar solução real ao transporte urbano, como acreditar que ele fará o governo prometido durante a campanha?

 

MAIS EFICIÊNCIA

Novos ecos foram ouvidos. Eles alimentam a esperança depositada no gestor que chegou à prefeitura sem a necessidade de conchavos políticos. Hildon Chaves estaria formatando um modelo de gestão, que marque o seu governo e produza mais eficiência. Busca eliminar níveis de hierarquia para encurtar e agilizar o processo decisório.

 

FARDA

Há um segmento na sociedade, já visível e não pouco expressivo, desejando um governo linha dura no país.



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