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Porto Velho,  qui,   14/dezembro/2017     
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Desalento do setor imobiliário tem o peso de uma cidade fantasma

17/05/2017 09:11:02
Gessi Taborda, de Porto Velho
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FILOSOFANDO

Não entendo, apenas sinto. Tenho medo de um dia entender e deixar de sentir.CLARICE LISPECTOR (1920/1977), escritora e jornalista nascida na Ucrânia. Ela chegou ao Brasil em 1922, em Maceió (AL). No Rio de Janeiro, estudou direito, se tornou jornalista e escritora de romances, novelas, contos e crônicas.

 

SOCORRO PREFEITO

Andei pesquisando e fazendo apontamentos sobre a realidade do mercado imobiliário da capital rondoniense. O que me estimulou a esse esforço foi a existência de um prédio (de apartamentos) construído na rua principal do meu bairro. Até agora, meses depois as placas de aluga-se permanecem lá. Isso é um claro sinal de que estamos vivendo uma grave crise econômica em Porto Velho.

 

SEM CULPA

O nosso prefeito não tem – como é lógico – culpa desse cenário. Mas dependemos dele, de suas ações, da execução dos projetos defendidos por ele na campanha, para mudar essa situação e ver a economia local recuperando-se, gerando emprego e renda. Queremos saber em que pé estão iniciativas como Ceasa, rodoviária e demais obras estruturantes, inclusive aqueles que seriam feitas com o PPPs, como tanto se falou.

 

DESALENTADOR

Se o motor da economia local não começar a funcionar logo fica difícil imaginar como será o futuro próximo. É desalentador ver a olho nu que são centenas e centenas de imóveis fechados em todos os cantos dessa capital.

Dizem especialistas da área que entre salas, residências e lojas fechadas os imóveis sem uso podem chegar ao número impressionante de mais de mil unidades.

E não é só no bairro do colunista que existem prédios novinhos e quase sem gente. Há como se sabe bairros inteiros (condomínios) vazios, como autênticas cidades fantasmas.

 

TURISMO

Certamente o prefeito não é responsável pela situação de crise dominando o ambiente de Porto Velho. Mas cabe à gestão municipal programar alternativas indutoras da recuperação econômica. Como o próprio governo do estado é ruim, então Hildon Chaves terá de superar obstáculos perenizados pelos seus antecessores.

Numa cidade sem nenhuma atividade de turismo relevante, a crise chega ao setor da hotelaria, com quartos excedentes que já passam de 500. A estrutura física ociosa na capital comportaria outra cidade. E de porte. É como se houvesse uma cidade-fantasma dentro da capital.  

 

SEM SURPRESA

Existe norma legal regulamentando a publicidade oficial. Disso até os candirus do Madeira estão carecas de saber. E mesmo assim a publicidade para com o dinheiro do contribuinte para incensar uma mera banda de rock continua sendo veiculada descaradamente pela “agência” escolhida pela Assembleia para criar e veicular essa excrescência.

Não surpreende: membros do MP estadual e também do TCE são considerados muito compreensivos com os gestores do dinheiro público.

 

TITITI

Já existem – de acordo com fontes próximas da prefeitura – três nomes sendo “falados” para ocupar vagas importantes na gestão de Hildon Chaves. Um membro do andar de cima conhecido como fonte inesgotável de pisadas de bola que colocaram o prefeito Hildon em saia justa estaria na lista dos que podem ser dispensados.

 

PERFIL

É um esforço de pouca utilidade, mas nem por isso isento do objetivo de projetar a intenção de voto para a disputa das eleições prevista no calendário apenas para 2018. As enquetes (mesmo não sendo pesquisas) tentam aferir o pensamento do eleitor em torno de nomes.

E ai está o primeiro grande erro dessas sondagens. O mais indicado agora seria desprender-se de nome e tentar construir o perfil que a população espera de seu próximo governante e dos próximos senadores.

 

QUALIDADES

Seria mais útil captar quais as qualidades que a população espera para os próximos representantes. Esse tipo de consulta certamente contribuiria até para nortear os pretensos candidatos sobre quais qualidades precisará apresentar aos olhos da sociedade para ter seu aval, para ter seu voto. É preciso levar em consideração que há uma necessidade de recuperar a normalidade perdida nos últimos anos na relação das instituições com as aspirações legítimas da população.

 

CREDIBILIDADE

Os nomes surgidos até o momento nas “enquetes” e “pesquisas” que rolam por ainda estão longe de se cacifar diante das exigências da grande maioria dos rondonienses. Para a disputa do governo, por exemplo, vai se sobressair aquele candidato que souber transmitir capacidade de unir em prol do interesse comum de melhorar de fato o estado.

 

DESASTROSO

Às vezes fico imaginando que a maioria de nossos deputados federais e senadores pensam ser fácil enganar por mais tempo o eleitorado rondoniense. Todos, de uma forma indistinta, vivem alardeando conquistas para melhorar a BR-364, sempre repisando a cantilena da destinação de recursos (de emendas), como se isso fosse o bastante.

O desempenho da bancada rondoniense em Brasília (deputados e senadores) é desastroso. A BR-364 no trecho rondoniense (especialmente de Porto Velho a Vilhena) é um problema sério e, pelo visto, sem solução.

Há anos as promessas são repisadas e sempre (ou quase sempre) sua trafegabilidade está abaixo da crítica.

 

PROMESSAS ABSURDAS

E mesmo diante da realidade desnudando a máscara dos políticos locais, ainda há muitos deles que por razões puramente eleitorais passam a falar de promessas demagógicas e politiqueiras, como essa conversa pastosa de “duplicar a rodovia”, a mesma rodovia jogada às traças, sem manutenção de nada, dominada pelas crateras e pelos buracos...

Enquanto o estado sangra pela incompetência desse DNIT, senadores como Valdir Raupp fica vendendo verdadeiros “contos da carochinha” como se isso fosse acontecer logo. Esse é o caso das promessas de “duplicação da BR364”, da ponte internacional ligando Guajará-Mirim à boliviana Guayará-Mérin ou da Estrada de Ferro que “passará por Porto Velho” e vai terminar na orla do Pacífico.

 

ÔNUS POLÍTICO

Enquanto a BR-364 no trecho de Vilhena a Porto Velho está em petição de miséria, a mesma rodovia está bem preservada e conservada no trecho mato-grossense. Certamente os políticos rondonienses levam tudo no vai da valsa por não acreditarem que pagarão o ônus pela falta de coragem em tomar uma atitude em favor do povo do nosso estado.



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