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Porto Velho,  sáb,   21/outubro/2017     
artigos

Retorno com perseguição no estilo do processo de Kafka

08/08/2017 21:40:33
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Há uns que morrem antes; outros depois. O que há de mais raro, em tal assunto, é o defunto certo na hora exata. MÁRIO QUINTANA (1906/1994), poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Quintana nunca se casou e nem teve filhos. Viveu a maior parte de seu tempo de forma solitária, morando em hotéis.

 

DE FORMA LENTA

Bem, estamos retornando após o período de férias, às páginas desse glorioso jornal mais do que centenário de Rondônia. É, como se verá, um retorno ainda devagar, levando em consideração a batalha final por um processo de aposentadoria que, mesmo cumprindo todos os requisitos, está saindo a fórceps diante das dificuldades criadas no setor político incapaz de conviver com críticas e de tolerar quem ao longo de décadas sempre exerceu o jornalismo independente, sem aceitar rezar na cartilha de poderosos deslumbrados com o exercício de funções públicas para atender interesses paroquiais, personalistas e anti-republicanos.

 

MUDANÇAS

E por tudo isso – sem levar em conta o cansaço natural dos anos vividos – a coluna nesse período vai deixar de ser diária. Agora, ela será publicada em três dias na semana: terça, quinta e sábado. Não vai, apesar das intimidações sofridas, abandonar seu compromisso de abordar de forma crítica, com análises isentas, bem como de revelar aquilo que os “poderosos do dia” fazem de tudo para manter no esconderijo e longe dos olhos da opinião pública. Se não nos calamos até aqui, não esqueceremos agora os compromissos éticos do nobre exercício do jornalismo que, como temos demonstrado ao longo de uma vida, não podem ser transformados em armazém de secos e molhados.

 

CANSADO

É possível que até o Fábio Só, um personagem muito popular na Assembleia Legislativa, aproveite o próximo ano para iniciar um sonho político, o de ser candidato e vencer para chegar pelo menos ao cargo de deputado estadual (ele aspira, no mínimo, uma cadeira na Câmara). E isso pode até dar certo para pessoas como Fábio se constatarmos que boa parte do eleitorado está cansada das velhas raposas que passam de eleição em eleição, de governo a governo, sem de fato representar os interesses do povão. O eleitorado aspira uma nova composição de políticos que seja mais parecida com uma renovação.

 

CRESCENDO MAIS

Há cerca de 3 anos a conta do Fundo Partidário era de simples 300 milhões. Agora já está no 1,5 bilhão para a próxima campanha. Vai crescer muito mais e nem deve parar nos previstos 4 bilhões. E quem quer debater esse custo da campanha? Parece que só você, leitor, que sempre paga as contas... O Congresso tem pressa de votar o financiamento público de campanha, ou “bolsa-eleição”, para os íntimos. Estará aprovado em setembro, sem falta, para vigorar em 2018.

 

RELÓGIO

Rodrigo Janot, o procurador geral corre contra o relógio. Quer finalizar as denúncias contra o presidente Temer antes de deixar a chefia da PGR em meados de setembro. Seu plano A é fazer cada denúncia por vez. Mas, a aglutinação pode ocorrer se lhe faltar tempo hábil.

 

PERDA DE TEMPO

Muitas pessoas acostumadas a acompanhar o meu desempenho na seara do jornalismo têm manifestado pelos meios eletrônicos suas preocupações e apoio com o momento de batalha que estou travando para exercer o meu direito à aposentadoria, devido à perseguição à minha pessoa encetada por paus mandados da política, na esperança de desmerecer a minha pessoa. Seria nesse momento perda de tempo tratar publicamente desse assunto. Agradeço àqueles que me buscam blindar com orações e confiança na decisão da Justiça que, certamente, virá no momento oportuno. O objetivo é banalizar o direito à aposentadoria na esperança de que ele seja implodido.

 

SINDLER

Registro, com alegria, o apoio que venho recebendo do Sindler, na pessoa do Rubens Luz e sua diretoria, mostrando que o Sindicato está atento e pronto a repudiar toda tentativa de perseguir e intimidar servidores da Casa.

 

QUEIMADAS

Novamente repete-se o cenário perigoso e depreciativo de nosso estado. Os céus estiveram ontem cobertos de fumaça e fuligem. Demonstração clara da incompetência de nossas autoridades em coibir as queimadas. É um repeteco que vem de longa data, beneficiada por uma política sem o verdadeiro comprometimento com a preservação e tolerante com a crescente eliminação da floresta. Até hoje – como é praxe – ninguém sofre qualquer tipo de punição pelo fumacê que, como se sabe, não é privilégio só da região da Capital.

 

COM A PENEIRA

A situação rondoniense (em termos econômicos) é grave. Especialmente para os milhares de desempregados cada vez mais próximos da linha do desespero já que com a economia paralisada não há geração de empregos, não se se criam novas oportunidades.

A falta de obras estruturantes, de financiamentos de porte (pelo menos médio) não facilita em nada a vida de quem perdeu o emprego e tenta conseguir outra ocupação. A propaganda do governo – um claro desperdício de dinheiro público – não melhora o ânimo de ninguém. Cada vez aumenta mais o número dos assustados com a falta de oportunidades e expectativas de novos empregos. A propaganda do governo é – como sempre – a mera tentativa de tapar o sol com a peneira.

 

FESTA

Ontem a semana foi aberta com mais um evento festivo na Assembleia destinado a homenagear os pais. Até o colunista – funcionário da Casa por mais de 3 décadas – teve sua imagem projetada num telão.

 

NA FRENTE

Ontem um leitor sempre antenado nas coisas da política me contava que rola por aí uma dessas pesquisas feitas para consumo interno que confirma a liderança do prefeito de Porto Velho, Hildon  Chaves, na preferência do eleitor da capital para governo o Estado. O prefeito, segundo esse leitor, estaria acima de seu companheiro de partido, o ex-senador Expedito Júnior que – em nível de estado – tem a melhor posição consolidada para disputa do próximo ano.

 

EFEITO TEMER

Segundo quem entende do riscado, a vaia sofrida recentemente por Marinha Raupp num evento público em sua cidade, Rolim de Moura, é um claro reflexo da desilusão do eleitorado com os políticos alinhados ao presidente Temer. Aqueles que não apoiaram o arquivamento das denúncias contra o presidente terão mais chances de conseguir um novo mandato no próximo ano. Apenas Mariana Carvalho, Expedito Neto e Marcos Rogério apoiaram o prosseguimento das investigações contra o presidente. Todos os outros – alguns governistas notórios – estiveram ao lado do presidente denunciado por Janot.




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