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Data: 20/5/2011

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Porto Velho,  dom,   20/agosto/2017     
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Cassol reconhece que Rondônia está falida

10/08/2017 14:06:05
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.RUBEM ALVES (1933/2014), foi um psicanalista, educador, teólogo, escritor e ex-pastor presbiteriano, além de professor na Unicamp. Foi autor de livros religiosos, educacionais, existenciais e infantis.

 

CAQUÉTICO

Completo hoje 66 anos de vida. Não estou caquético e nem por isso sinto entusiasmo quando alguém vem com essa conversa de “melhor idade”. Afinal como estar na melhor idade convivendo com coisas como o diabetes num país onde o governo que mais taxa no mundo faz com que praticamente tudo o que se ganha vai para o custeio dos remédios?

Estou na reta final da aposentadoria (se desmontar uma trama burocrática montada com requintes da perseguição política), pois cumpri todas as exigências (tempo de serviço, tempo de contribuição para a previdência e idade) da legislação.

 

GRATIDÃO

Sou grato pelos anos vividos, por tudo o que Deus me deu. Mas, verdade seja dita, sou idoso e não velho. Sinto ter as forças necessárias para continuar uma vida ainda ativa e antenada. Participando, inclusive, do jornalismo de análise do cenário político. Isso certamente não agrada aos inimigos gratuitos, incapazes de aceitar o questionamento público sobre suas mazelas e suas ações mesquinhas. Esse é meu desejo nesse dia de júbilo para mim, meus amigos e minha família.

 

ANSIEDADE

Publicamente eles não falam nada sobre isso, mas de acordo com fontes tem pelos uns 3 deputados rondonienses aliados do governo Temer ansiosos para a apresentação da segunda denúncia a ser apresentada pelo Procurador Geral da República contra o presidente peemedebista. Essa é a lógica para esse pessoal que deixou a vida de pé rapados depois de entrar na política. É a turma do "quanto pior para ele, melhor para mim". Estão de olho nas vantagens que podem receber para votar mais uma vez contra a aceitação da denúncia.

 

PREVIDÊNCIA

E tem deputado já de olho na Reforma da Previdência. Nos dois casos, assim como na primeira denúncia contra Temer, vão vender caro seus votos. A questão é saber se Temer ainda tem bala na agulha para atender tantas cobranças. É por isso que o "centrão" quer os cargos do PSDB, porque já foi tudo distribuído, tem que tirar de alguém para poder usar como moeda de troca.

 

PIRES NA MÃO

A situação econômica da maioria dos municípios rondonienses é de penúria. Falta dinheiro para tudo e nem assim a qualidade da gestão melhorou no nível necessário para superar os obstáculos nas duas últimas décadas. Agora mesmo chega informação de que 17 prefeitos estão em Brasília onde na terça-feira reuniram-se com a bancada federal do estado visando conseguir fontes de financiamento para obras sanitárias. A informação foi distribuída pela Arom, entidade que reúne os municípios rondonienses.

 

DESNECESSÁRIA

Certamente a viagem de 17 prefeitos representa uma grande despesa a ser bancada pelo contribuinte. Viagem desnecessária se levarmos em conta as ferramentas existentes para apresentar aos representantes do estado em Brasília e até mesmo aos ministérios e outros órgãos do governo os pleitos municipais. Vivemos no tempo da vídeo-conferência. Além de custos de transporte, cada um desses 17 prefeitos ganham ótimas diárias para gazetear no DF.

 

VIDEO-TAPE

Depois não dá para ter certeza de que a mera promessa de recursos (e até sua liberação) vá modificar o cenário de incompetência responsável pela dramática situação de saneamento básico existente principalmente no segmento do esgotamento sanitário.

Afinal, quem não se lembra dos milhões colocados à disposição do estado (e até do município de Porto Velho) num passado muito recente que – como se sabe – não mudou praticamente nada na triste realidade em Rondônia se debate nesse setor, exatamente pela péssima gestão política. Quem vai garantir que novos recursos (se vierem) não acabarão enriquecendo figuras acostumadas e sugar o erário?

 

CORRUPÇÃO

Não tem como olvidar que a corrupção é, também em Rondônia, o tema mais preocupante desses tempos bicudos. E o assunto não e momentoso apenas na Capital. Por isso é importante registrar a manchete da edição da Folha do Sul, hebdomadário editado em Vilhena: “Vereadores investigam desvio de combustíveis em Vilhena”. A manchete mostra como parte dos políticos daquela importante cidade continua apostando na impunidade. Não faz muito tempo que vereadores de lá foram presos e (alguns) perderam o mandato por corrupção. É como diz o ditado: o uso do cachimbo põe a boca torta.

 

REPETECO

Deve ser por isso que na mesma cidade, segundo a Folha do Sul, a prefeita Rosani Donadon (PMDB) nomeou sua cunhada Mirian Donadon para “ocupar o cargo de assistente de previdência”; sem levar em conta a condenação dela em segunda instância, por licitação fraudulenta enquanto foi prefeita de Colorado. Uma pergunta, claro, fica no ar: “Afinal, quem teve condenação mantida em julgamento na segunda instância não deveria cumprir a pena, mesmo ainda cabendo recursos?”. I tudo isso, sem se falar na prática de nepotismo em favor da cunhada.

 

DEUS NOS LIVRE

É do ex-governador e atual senador Ivo Cassol a afirmação publicada nessa semana na mídia do Estado: “Rondônia está falida!”. É melhor começar a rezar para a renovação da classe política no ano próximo. Enquanto isso não acontece resta duas alternativas: Ou aceitar a lengalenga do governo e de instituições mantidas pelo contribuinte em suas caríssimas propagandas ou esperar que instituições de controle externo combatam a mentira oficial reduzindo os gastos perdulários dos governantes.

 

EVIDÊNCIA

Certamente Ivo Cassol não é especialista em análises econômicas. Mas uma decisão levada a cabo nessa semana pela mineira Glaucione Rodrigues, prefeita de Cacoal, eleita pelo PMDB, corrobora os temores de quem já está pagando caro pela crise.

Glaucione ganhou a eleição com o compromisse de combater o desemprego naquela que é uma das mais importantes cidades do estado. E mesmo assim demitiu mais de 200 servidores, todos comissionados, pela escassez de recursos da administração.

Vai se difícil para quem perdeu o emprego (e consta que outros seguirão o mesmo caminho) da prefeitura conseguir recolocar-se no mercado formal de empregos da iniciativa privada.



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