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Porto Velho,  sex,   15/dezembro/2017     
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É decepcionante a qualidade da política rondoniense

21/09/2017 01:09
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

A democracia não muda a substância da história: continua se tratando de um sistema obrigatório, um mecanismo através do qual todo mundo quer viver às custas de todo mundo. Os resultados das urnas nos últimos tempos têm apenas confirmado que a política é uma atividade de interesses individuais mascarados de interesse público. GESSI TABORDA (1951), jornalista editor dessa coluna, com longa vivência no rádio e no serviço público  agora aposentado.

 

APODRECEU

Se for mérito ou não, decida você, mas um fato é que ninguém pode tirar o protagonismo de Janot em mostrar que os arautos da moralidade contra os escândalos envolvendo petistas eram santos do pau oco. Ou Satanás pregando quaresma, tanto faz.

Detonou Temer, Aécio Neves e Geddel, alternando o bastão da corrupção em todas as mãos. Mostrando que a representação política no Brasil, da forma como vinha sendo construída, apodreceu. E agora, no pós-Janot, o que fazer para sair do atoleiro? Eis a questão: ninguém sabe, não há caminhos visíveis. 

 

PRESTEM ATENÇÃO

É decepcionante a qualidade da política rondoniense. Nunca estivemos tão longe da almejada racionalização da administração pública, em todos seus níveis. Os “representantes do povo” continuam incapazes de apresentar sugestões para uma agenda propositiva. Tanto nossos representantes na bancada federal como no parlamento estadual preferem se notabilizar como propositores das famigeradas emendas orçamentárias (um autêntico foco a alimentar a corrupção miúda) do que fiscalizar o Executivo, exigindo a melhorar a qualidade dos serviços púbicos por um preço menor. Para esses “representantes do povo” qualificar o gasto público não é prioridade, até pelo fato de que isso poderia tornar mais difícil a distribuição de propinas, as licitações dirigidas e apropriação indevida dos recursos públicos.

 

HILDON CHAVES

Não me arrependo de ter contribuído para a vitória de Hildon Chaves como o prefeito de Porto Velho. Ele se apresentou com a mensagem certa, de defensor do princípio da eficiência na gestão municipal. Vi no Hildon Chaves a oportunidade de ter na gestão da capital rondoniense a tal gestão eficiente, com um prefeito a serviço do bem público.

A vitória de Hildon Chaves me sinalizava o fim da falta de comprometimento dos antigos gestores com a coisa pública. Depois de décadas testemunhando o comando de “gestores” medíocres na Prefeitura portovelhense (alguns, inclusive, apontados como corruptos) estava aliviado com a vitória do atual prefeito, um aprendiz de política que não estava contaminado com as práticas nefandas do sistema.

 

ORGANIZAÇÃO

Certamente Hildon Chaves demonstrou ter uma visão organizacional avançada, principal motivo de seu sucesso empresarial num segmento de enorme concorrência. Com ele na prefeitura imaginei que mudanças extraordinárias aconteceriam em curto espaço de tempo dando qualidade entre as relações do Poder Público com o privado, quebrando o estigma de morosidade e ineficiência.

 

MAZELAS PERENES

Quando tratamos desse tema somos forçados a aceitar que essa ineficiência é responsável pelas mazelas que fazem (ainda) de Porto Velho uma das mais escrotas capitais de estado do país. Destaquemos pelo menos três dessas mazelas: o transporte coletivo (ainda executado em caráter precário e emergencial), o urbanismo medieval (a cidade não tem sequer arborização ou praças decentes), a falta de racionalização nos gastos com transportes, saúde, educação e saneamento básico.

 

MELHOROU

Reconheço que a presença de Hildon Chaves na prefeitura de Porto Velho garantiu melhorias nas ações do executivo municipal. Principalmente em relação ao resgate dos valores éticos desprezados pelas gestões anteriores. Todavia tudo leva a crer que vamos terminar o ano sem a tão necessária e desejada revolução administrativa e política que somente um sujeito eleito de forma independente poderia propor e executar.

Na visão da coluna – salvo melhor juízo – o prefeito precisa se dedicar mais a profissionalizar e racionalizar a gestão para demorar menos em oferecer aos cidadãos que pagam impostos os serviços da municipalidade.

 

MENOR CUSTO

Há muitos entraves para conseguir essa racionalização, a começar pelo ao fisiologismo e corporativismo de castas do serviço público que impedem a redução dos gastos e das despesas de custeio na estrutura dominada por cargos comissionados, onde os mais “espertos” conseguem remunerações astronômicas se comparadas à realidade dos barnabés.

 

POTENCIAL

Se a gestão municipal não caminhou na velocidade deseja e não conseguiu acabar com a blindagem que mantém serviços precários como o transporte urbano para a população, ainda é o prefeito Hildon Chaves o (novo) político com maior potencial para recuperar os longos anos de atraso na gestão de Porto Velho, retomando o caminho do desenvolvimento tão necessário.

Desacreditado e decepcionado com os “velhos” políticos rondonienses, em relação à Hildon Chaves ainda mantenho minha fé. Com ele podemos e devemos resgatar a credibilidade da administração da capital rondoniense.

 

COBRANÇA

Se a gestão da Assembleia Legislativa sob o comando de Maurão de Carvalho tiver em interesse em afastar de vez a desconfiança de muita coisa cabeluda que em tempos idos provocou operação policial de combate a gafanhotos e servidores, determinando até a prisão de alguns parlamentares deveria, como comentou uma fonte, implantar o ponto biométrico. A medida, claro, dificultaria “nomes lotados em órgãos, divisões e coordenadoras existentes na Casa” receber a bufunfa morando em cidades do longínquo interior.




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