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Porto Velho,  sex,   15/dezembro/2017     
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Deputado disfarça campanha fora de tempo brincando de vereador

21/11/2017 05:43:36
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

A política é como um ajuntamento de piratas mais ou menos escolados que exploram a desgraça e a miséria dos humildes. LIMA BARRETO (1881/1922), escritor brasileiro que em seu tempo destacou-se por denunciar a corrupção do poder da república, a ponto de confessar que tinha saudades do império, “quando os homens da política tinham elevação moral”, como dizia.

 

CONTRADIÇÃO

Nas entrevistas e pesquisas o eleitor pede renovação e ética, mas se nega a participar do processo eleitoral. Uma situação complicada. É o sentimento do eleitor em não estar sendo representado nas decisões políticas e administrativas. Tudo vem de cima goela abaixo.

 

EXTRAORDINÁRIA

Honestamente é praticamente impossível prever qualquer resultado eleitoral no pleito de 2018 enquanto as pesquisas “esconderem o leite” sobre o tamanho do praticamente certo fenômeno eleitoral para a disputa vindoura. A coluna acredita piamente que o grande fenômeno será a abstenção, somada aos votos nulos e brancos. Até agora nenhum análise leva em conta o número dos eleitores que estão inclinados a anular o voto ou votar em branco e, muito menos, quantos não pretendem sequer comparecer às secções eleitorais.

 

RECENTES

É bom lembrar exemplos recentes do comportamento do eleitorado com a descrença nos políticos. Em 2016, na cidade do Rio de Janeiro, 38% do eleitorado absteve-se e votou nulo ou branco. No Amazonas, na recente eleição estadual, o índice de abstenção, brancos e nulos chegou aos 40%.

 

REJEIÇÃO

Há que se levar em consideração o alto índice de rejeição do eleitorado aos partidos tradicionais. Vai ser muito difícil a esses partidos garantir bom desempenho de seus candidatos nas urnas. E assim, crescem as chances dos chamados fenômenos eleitorais, representados por personagens sem o desgaste do envolvimento em falcatruas e denúncias de corrupção. O eleitor está observando tudo e com a pedra na mão.

 

TOMANDO CORPO

Caetano Neto, um advogado com militância social, vê com satisfação o crescimento de seu nome como um provável candidato ao Senado no próximo ano. Aquilo que até recentemente era apenas uma especulação vai tomando corpo, antes mesmo do Caetano se definir por um partido. Ele esperava o desfecho da mudança na legislação que permitirá o lançamento de candidatos avulsos.

Agora tudo pode mudar. Caetano já está de malas prontas para ir Brasília atender convite de Jair Bolsonaro para discutir a sucessão em Rondônia e – se tudo der certo – ser o defensor do presidenciável no estado. O apoio de Bolsonaro pode funcionar da mesma maneira que no passado funcionou o apoio de Lula que levou Fátima para a mais importante casa do legislativo brasileiro.

 

EM CAMPANHA

Esse pessoal não está nem ai com a legislação eleitoral e fazem na cara dura campanha fora de tempo como se isso não tivesse a maior importância. Maurão de Carvalho, lançado pré-candidato ao governo pelo PMDB, vive no interior cumprindo papel eleitoral. Ou não é isso o que andou fazendo em Jarú, “vistoriando obras do hospital municipal e de recuperação de ruas” naquela cidade, como noticiou a mídia (e sua assessoria) aliada ao seu projeto político. É claro que Maurão não foi a Jarú para brincar de vereador!

 

SILÊNCIO

É assustador o silêncio sobre casos escabrosos de roubalheira em segmentos como o transporte coletivo da capital rondoniense (exercido um consórcio batizado de SIM, graças a um contrato caduco e – pasmem! – ainda emergencial), de péssima qualidade. Diante desse silêncio, fica difícil saber se a capital terá num tempo razoável um transporte executado com normas de longa duração, com empresas escolhidas em concorrência pública definitiva.

 

BIZARRAS

Essas questões bizarras com suspeitas de assalto aos cofres públicos (como a coleta de lixo) acabam caindo no esquecimento (ou ficam escondidas por longo tempo) pelo simples fato de que os órgãos do controle externo agir como se fizessem vistas grossas. Certamente essas instituições não foram contaminadas pela corrupção desenfreada noticiada ao longo dos últimos anos. Devem, imagino, sofrer de outras carências que não permite o avanço das investigações desses fatos.

 

ANIMADO

Já existem fontes de Ariquemes confirmando a participação de Ernandes Amorim, atual vereador da importante cidade rondoniense, no pleito eleitoral do próximo ano. Tido como caudilho na região, Amorim já ocupou praticamente todos os cargos eletivos, menos o de governador. Já foi deputado, senador, prefeito... Não tinha sido vereador.

 

EXPRESSÃO

Embora tenha conseguido uma votação pequena para se eleger vereador, inegavelmente trata-se de um personagem com grande expressão eleitoral no seu município e na região central de Rondônia.

Deve ser por isso que está animado em ser arriscar na disputa pela sucessão do governo. Certamente há um viés contra as pretensões do caudilho de Ariquemes: o deputado Nilton Capixaba, o bambambã do partido ao qual Amorim está ligado. Capixaba parece ter mais afinidades com coisas lucrativas, como as ambulâncias do passado.

 

REJEIÇÃO

Nos escaninhos dos analistas de agremiações e políticos importantes do estado o que se ouvia após a divulgação de que Ivo Cassol, o senador, teria se livrado de um entrave judicial e (supostamente) conseguido alforria para candidatar-se ao governo rondoniense, era que a rejeição eleitoral do ex-governador aumentou muito nos últimos anos. Ivo tem uma condenação e mesmo assim consegue manter-se no seu cargo de Senador. Isso mostra como ele sabe mexer o doce. Segundo se ouvia ontem “tem muita gente contra o Ivo” e esse e um desafio tão difícil como se tornar elegível.

 

EVIDÊNCIA

O fato de o diretor da Polícia Federal se sentir à vontade para minimizar, em público, as gravíssimas evidências de corrupção obtidas, em relevante parte, por aqueles que agora chefia contra aquele que o nomeou indica o triste curso que as coisas tomaram em Brasília.



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