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Porto Velho,  qua,   12/dezembro/2018     
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Escolhendo só candidatos ficha limpa. É disso que o Estado precisa

12/09/2018 00:23:31
Gessi Taborda
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CONDUTA ÉTICA

O eleitor também precisa ter vergonha na cara para escolher em quem votar. Eu espero que a maior parte dos meus leitores só vote em pessoas ficha limpa, especialmente se o candidato já tiver tido algum mandato eletivo e agora dispute a reeleição ou um novo cargo. Eu sempre estive decidido a não votar em nenhum político envolvido em maracutáia, investigado por crime de corrupção. A conduta ética do candidato e seus trabalhos realizados contam muito na minha escolha.

 

MARCOS ROGÉRIO

Acabo por definir nesse momento meu primeiro voto para o senado. Acompanho as ações desse personagem, porém – e sempre tem um porém –  não o conheço pessoalmente. E isso acontece por culpa do estilo político de hoje, quando a coisa se tornou se tão surreal que os políticos profissionais costumam não ter uma relação mais próxima com jornalistas mais críticos. 

Se pessoalmente não conheço esse deputado de Ji-Paraná, acompanhei seu desempenho na Câmara dos Deputados, especialmente seu trabalho de relator de causas complexas, concluindo que ele foi realmente o grande destaque da bancada rondoniense em Brasília, não envergonhando o estado e nem tripudiando sobre o eleitorado. Não votei nele para deputado federal e votarei agora, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, para Senador.

 

MAIS DIFÍCIL

Tenho ouvido com frequência que nesse pleito está mais difícil escolher os candidatos, especialmente pela curta temporada da campanha que terminará (para os cargos de deputado estadual, federal e senador) no próximo dia 7. Escolher bem em quem votar é uma responsabilidade que pertence a cada um e só pode ser resolvida em caráter particular. Tomara que essa conversa de menos tempo de campanha não leve o eleitor dando seu voto ao primeiro que aparecer, ou escolhendo pela influência de certos cabos eleitorais contratados regiamente para influenciar os mais incautos.

 

PASSOU NA PENEIRA

Em tempos de tantas denúncias de corrupção do tipo sanguessugas, propineiros, dólares na cueca, nas malas, nas máfias das emendas constitucionais, com obras superfaturadas, máfia disso, máfia daquilo é difícil escolher um candidato em que se possa depositar o voto sem qualquer desconfiança, com segurança. Então, no caso da minha escolha do primeiro candidato para o Senado foi exatamente o Marcos Rogério que passou na peneira.

 

A FÉ

Não sou otimista em relação ao futuro próximo do país. E nem assim perdi completamente a esperança. Sou daqueles que passada as eleições acompanho o trabalho dos políticos, principalmente daqueles que receberam o meu voto. Não nego ter me decepcionado. Mas ainda tenho motivos para botar fé em alguns (poucos) políticos. Só uma ínfima parte dos que votei um dia me decepcionaram. Na maioria das vezes acertei.

 

PESQUISAR

Não sou especialista no assunto e até concordo que hoje é mais fácil escolher um bom candidato. Primeiro é preciso não se emprenhar pelos ouvidos com a conversa de quem tem apenas a função de desconstruir essa ou aquela candidatura por objetivos pessoais mais que óbvios.

Hoje, graças à tecnologia da internet é fácil pesquisar a origem de cada candidato, o que ele andou fazendo, o que andou propondo e realizando em benefício do coletivo. Há muitas plataformas de pesquisas na Internet sobre quem está ou já esteve num cargo eletivo, em qualquer nível.

 

RUPTURA

Tenho dito para alguns amigos que decidiram votar em nomes já testados e reprovados na vida pública que a democracia dá o até mesmo o direito de o cidadão errar na escolha. Mas cada um deve agir com a coerência de seus propósitos. Não se deve defender uma ruptura com o que ai está se na hora do voto opta-se pelos mesmos personagens desse mesmo teatro do absurdo em que vivemos.

Como cidadão e jornalista, mesmo aposentado, acho fundamental romper com esse sistema. Ele exauriu tanto no nível de país como também no nível de Rondônia.  

 

EXPERIÊNCIA

Em relação à nossa representação no Senado não consigo identificar nenhum nome que represente os interesses do estado e do seu povo. Convenci-me que ao escolher votar no Marcos Rogério para o Senado estou apoiando alguém com uma boa experiência parlamentar e um passado limpo. Não sofre nenhum problema de investigação, não é ficha suja.

 

CONDENADOS

Os fatos do momento mostram a necessidade de procurarmos construir um legislativo mais qualificado. Na bancada rondoniense do senado atual não há do que se orgulhar. As duas cadeiras em disputa estão ocupadas por políticos condenados por desvios de conduta e prática de corrupção. A situação é tão vexatória que Ivo Cassol não pode se candidatar nesse ano: é ficha suja. Raupp também está na mira das investigações da Lava Jato.

Exatamente por esse envolvimento com práticas criminosas o próprio candidato do PDT ao governo do Estado, o senador Acir Gurgacz, teve o registro negado de sua candidatura, confirmando aquilo que a coluna vinha registrando ao longo do tempo. Ele imagina que vai derrubar o impedimento decido na TRE rondoniense no TSE. A coluna duvida. As evidências de Gurgacz é carta fora do baralho são fortíssimas.

 

BOLSONARO

Só espero que não venham culpar a vítima por esse crime. O candidato esfaqueado é, na verdade, apenas uma voz que se levantou contra esse estado de baderna que estamos a viver. Fez disso sua bandeira. Estamos colhendo o que plantamos durante anos, do que nossa sociedade semeou ou permitiu deixar brotar no jardim de nossas casas, nos morros e favelas, por atos ou omissão. E não necessariamente Bolsonaro, com seu discurso de direita radical.

A faca cravada no abdômen de Bolsonaro doeu em cada um de nós e sangrou o coração do Brasil, mas não o faz melhor nem pior que todos os demais concorrentes à faixa presidencial. Acreditar que essa facada só rendeu um crescimento de 2 pontos na pesquisa é imaginar que esses institutos não servem aos propósitos da manipulação.




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