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Porto Velho,  sex,   14/dezembro/2018     
artigos

Como suportar tanta hipocrisia no horário da propaganda eleitoral?

15/09/2018 16:12:19
Gessi Taborda
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EDITORIALZIM

Ontem jovens com quem conversei me perguntaram como deverá terminar o processo eleitoral desse ano. Respondi que ser impossível fazer alguma afirmação agora. Em nível da disputa do governo do país, projeção sobre o epílogo dessa disputa é mera ficção.

Talvez seja mais fácil elucubrar desfechos em nível da disputa regional, do estado. Mas em se tratando do Brasil, permanece – na minha visão – de que não há garantia de boa coisa para a reconstrução do país.

Vivemos um momento único: o clima que inflou o Brasil, pelo lulopetismo e pelas esquerdas, nos leva ao perigo de ver implantado por aqui o bolivarianismo. Restará então, no andar da carruagem, conflito interno de prevalência de mundos distintos, chamados anacronicamente de direita e esquerda, quando tudo se resume a dominar o poder (e roubar os cofres públicos).

No Brasil é assim. Alguns males são atraentes demais para que se previnam. O desastre está sempre rondando nossa História.

O que se vê no plano nacional, também se enxerga no plano regional: De um legislativo corrompido com as deletérias práticas das mordomias, do inchaço das folhas de pagamentos do estilo “gafanhotagem” e de um CEO de uma empresa notabilizada pela dívida extraordinária com a previdência surgem “candidatos” dos quais não se pode esperar nada mesmo.

É Rondônia está cheia desses personagens que perderam o decoro no descompasso entre o interesse pessoal e o público. Poucos são, na mídia, os que se atrevem a fazer revelações e admoestações a uma sociedade que perdeu o juízo deixando que as raposas de sempre rondem o galinheiro em todas as eleições.

MANIPULAÇÃO

É possível ao eleitorado como o do estado de Rondônia suportar tanta hipocrisia no horário eleitoral da televisão e mesmo sentir-se confortável para achar que por aqui está tudo bem?

Parece que é. Pela fala dos candidatos, especialmente daqueles que ocuparam os principais cargos do estado e dos municípios. Então você vê o e ex-governador Confúcio tirando o corpo fora da situação dos malfeitos ocorridos em sua gestão e noticiados pela mídia mais responsável, já que a mídia amestrada só teve espaço para elogiar sua gestão (??), garantindo assim o quinhão da montanha de dinheiro público que pagou a “publicidade” do governo.

EM BAIXA

O horário eleitoral na TV não tem audiência. É quase traço, mas mesmo assim serve aos interesses escusos da manipulação. A falta de uma batuta de Oposição não permite ao eleitor de hoje ter dados mínimos para, por exemplo, avaliar a roubalheira ocorrida nos últimos governos do MDB, que alimentaram manchetes da mídia e movimentaram operações policiais para prisão de membros do governo e até buscas e apreensões na casa do próprio governador.

DESASTRE

O desastre econômico está visível a olho nu para quem anda pelas ruas da capital rondoniense, Porto Velho, São grandes empreendimentos com suas portas fechadas (especialmente no ramo hoteleiro e da construção civil) atestando o desemprego como um dos graves problemas do estado. A falta de uma política econômica séria pelos últimos governantes estaduais fez o IDH cair perigosamente piorando todos os serviços prestados aos cidadãos-contribuintes-eleitores, especialmente em área como Saúde, Segurança, Transportes e Educação.

Essa política dos últimos governantes do MDB e de seus satélites destruiu os fundamentos de uma economia que floresceu nas décadas passadas, quando Rondônia era considerada uma “ilha de prosperidade” no Brasil.

ENGAJADA

Ainda falta no debate político rondoniense aquele candidato capaz de apertar a tecla certa para revelar aos eleitores de Rondônia o mal dos últimos três governantes do estado. Eles foram os principais responsáveis pela situação caótica da economia, travando as possibilidades concretas do desenvolvimento sustentável, de que tanto carece Rondônia.

E essa tróika ainda está viva na política do estado tentando tudo para continuar com seu naco de poder. Sobrevivem com o apoio da mídia engajada e dependente dos fundos da propaganda publica, um dos grandes ralos de desperdício do dinheiro público.

NOVA PERDA

Depois de se noticiar que Melki Donadon tinha renunciado à candidatura de deputado federal como uma alternativa a não enfrentar as ações da Justiça eleitoral no julgamento de impugnação, foi muito estranho ver a continua aparição do político como candidato no horário da propaganda eleitoral. Ele não foi o único inelegível que andou agindo à revelia da Justiça.

Agora, confirmando aquilo que a coluna anunciou em edições anteriores, Melki finalmente foi colocado para escanteio. Por unanimidade de seus membros o Tribunal Regional Eleitoral indeferiu o pedido de registro da candidatura do político de Vilhena, cidade do cone sul rondoniense. A corte determinou a proibição de todos os atos de campanha do político condenado por improbidade administrativa. Ele também não pode, como é óbvio, receber recursos do fundo partidário. E está sujeito a devolver recursos que supostamente recebido desse fundo.

CAPIXABA

Outro caso semelhante é a propaganda de Nilton Capixaba, também, impugnado, sendo veiculada no horário eleitoral gratuito. Está faltando uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral para afastar o candidato envolvido no escândalo das ambulâncias e com condenação na Justiça da disputa. Certamente esse tipo de candidato prefere concorrer mesmo com os impedimentos da inelegibilidade na esperança de manter para si o fórum especial na esperança de escapar das pesadas condenações por fraudes e corrupção.

DESISTÊNCIA

Uma fonte bem situada na politica de Ji-Paraná, no centro do estado rondoniense, comentou para a coluna no sábado que o ex-prefeito Jesualdo Pires poderá desistir da candidatura ao Senado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Pires não estaria animado diante da acirrada disputa pelas duas vagas do estado na câmara alta do Congresso e, segundo a fonte, está convencido de que “as chances são muito maiores” na disputa de deputado federal. Vou impossível localizar Jesualdo para confirmar ou não essa possibilidade. Se isso acontecer é previsível um “panelaço” entre os candidatos da região de Ji-Paraná escalados na corrida para a Câmara.

LIDERANÇA

Até o momento em que a coluna estava sendo fechada, na região de Ji-Paraná a liderança pela disputa do Senado estava com o Marcos Rogério, atuante deputado federal da segunda mais importante cidade rondoniense.




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