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Porto Velho,  ter,   20/novembro/2018     
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Os canalhas se agarram à síndrome tucana para obter o 3º mandato

21/10/2018 11:32:30
Gessi Taborda
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DESPREPARADO

Tratando da disputa pela sucessão estadual, após a divulgação da pesquisa Ibope (ora, o Ibope!) na TV Rondônia cristaliza-se a grande zebra: só o capitão poderá levar o coronel ao governo do Estado. Ou seja, os votos recebidos no primeiro turno e esperados no segundo turno não são de Carlos Rocha e sim do capitão Bolsonaro que será certamente eleito no dia 28; quando pode também dar a zebra rondoniense. O perigo de tudo isso é o estado cair na mão do mais despreparado.

3º MANDATO

Por motivos óbvios os antigos patrões do coronel em RO colocaram-no colado a Jair Bolsonaro, com a certeza de que não haveria melhor oportunidade de se conseguir o tão falado 3º mandato mesmo após retumbante derrota do time do MDB que afundou o estado. E assim, o coronel que nunca trilhou o caminho eleitoral (nem para chegar à vereança) é a cunha perfeita do grupo de Raupp, Confúcio, Neodi, Gurcagz e outras tralhas para manter no poder rondoniense a velha política com o eleitor imaginando inaugurar em Rondônia a boa política. Enganei o bobo na casca do ovo.

MUITO MELHOR

O debate do sistema televisivo SIC realizado na tarde de sexta-feira mostrou indiscutivelmente quem está mais preparado para governar o estado rondoniense, praticamente erodido com os longos anos de MDB na gestão pública. Expedito Júnior foi muito superior, mas isso pode não significar muita coisa. Afinal, como se supõe, essas emissoras de TV não têm audiência para influenciar na grande massa, no grande público.

É preciso estar preparado para o que der e vier. Afinal nas democracias os eleitores têm até o direito de errar. Daí, como sempre disse: das urnas não saem só os melhores frutos.

ERRAR MENOS

Na disputa eleitoral tem maiores chances quem erra menos em sua comunicação, nas montagens das estratégias, etc, etc. E não se pode desprezar, como em todo jogo, os trunfos mais fortes e um pouco de sorte.

No cenário dessa disputa (finalmente ela termina no próximo domingo) não existe trunfo maior do que a posse do número mágico, o 17. Ele pode abre o caminho de despreparados, mesmo sem nenhum carisma. Quem – reconheçamos – não tem conteúdo ou discurso, tendo na mão o “curinga 17”, pode vencer de forma extraordinária.

RISCOS

É claro que há riscos visíveis para Rondônia anunciado nos índices da pesquisa. Porém (e sempre tem um porém!) o jogo só termina quando acaba.

Os riscos são maiores para a juventude; para quem está na lida e precisa de emprego e oportunidades de crescer.

Esse não é mais o meu caso de aposentado (embora se preveja a ida do Iperon para o fundo do poço), cujo único futuro é mudar para eternidade.

FIDELIDADE CANINA

O resultado – seja qual for – não irá abrir as portas para um novo Hitler no estado de Rondônia, mesmo sendo totalmente plausível a ideia de que a política derrotada do MDB, PDT e outros satélites de menor importância tentaram manter poder de influência no exercício daquilo chamado de 3º mandato, coroando a tática dos antigos patrões de coronel que serviu com fidelidade canina não só MDB, mas o próprio Mauro Nazif. O eleitor é uma esfinge. Amaldiçoou o transporte coletivo dessa joça (SIM) criada pelo ex-prefeito e acabou mandando-o para Brasília como deputado federal.

CHANCES

Não há como negar o argumento de alguns leitores sobre a decisão perigosa: “O 17 de Rondônia poderá aprender, a partir do dia seguinte, a se livrar de seus parceiros antigos da velha política”. Essa chance existe embora as coisas não funcionem assim. Quem chega ao poder acostuma – é a praxe – a não enxergar o próprio rabo.

CONSCIÊNCIA

O resultado do primeiro turno foi auspicioso em Rondônia. Derrotamos a narrativa demagógica dos velhos caciques (Raupp, Gurgacz, Maurão entre outros) e, sobretudo a desonestidade do PT, com a sua cascata de que Lula é prisioneiro político.

E colocamos no primeiro lugar o Expedito Júnior sem levar em conta sua ligação partidária com o PSDB. E tudo isso acontecendo numa terra onde o Capitão obteve a vitória acachapante sobre todos os seus adversários da corrida presidencial.

Certamente daqui até domingo os rondonienses farão um exame de consciência de que se não confirmarem a escolha do primeiro turno (pois ela sempre foi a melhor para o Estado), praticarão um mal a Rondônia, tão necessitada de alguém traquejado para sair do buraco econômico, moral e social em que está.

SÍNDROME

Expedito é um bom quadro da política rondoniense. Falhou sim, algumas vezes, e perdeu os melhores prêmios que conquistou por armações políticas de adversários sem nenhum escrúpulo. E mesmo assim Expedito aguentou o tranco, recuperou-se como autêntico personagem de John Le Carré (O Espião que Veio do Frio) entrando na disputa atual completamente livre, com a ficha completamente limpa.

O rondoniense, como grande parte do povo brasileiro, está de saco cheio do PT e, também, do PSDB. É uma síndrome.

PULSILANIMIDADE

E ela dificulta até ao eleitorado mais bem informado fazer o exame público de consciência. Ninguém parece abrir os olhos para as aproximações do coronel cacifado por ter o 17 na mão, de personagens decrépitos como Nilton Capixaba e tantos outros membros do condomínio da corrupção, prontos para retomarem a comilança do dinheiro público rondoniense. Se a síndrome continuar até domingo, os donos do poder, liderados por Confúcio certamente voltarão.

VELHACARIAS

Deixar de garantir a vitória obtida por Expedito Junior no primeiro turno é, agora, um desperdício da grande oportunidade de livrar o estado de sua tróika antiga, que facilitou o desvio de dinheiro público e perdeu todas as oportunidades de fortalecer a tão necessária economia sustenta de Rondônia. E tudo isso só para justificar o número mágico, o coringa! As canalhices e velhacarias estão prontas para voltar. Estamos todos cansados de governantes calhordas. E isso só muda efetivamente pelo voto. E agora eleitor?




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