Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  dom,   21/julho/2019     
artigos

O prefeito abre nova etapa para afinar a orquestra

27/03/2019 16:56:22
Gessi Taborda
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    

 



Clique para ampliar

DESCULPE

Lamento não poder transmitir aos leitores o sentimento de que o país e, consequentemente, o estado está na rota das mudanças tão sonhadas e esperadas após uma eleição onde as grandes raposas da política foram derrotadas por candidatos que disputaram e venceram o pleito usando as redes sociais da internet sem a interferência de marqueteiros pagos a peso de ouro. Particularmente o colunista fica ainda mais desesperançado diante dos recentes acontecimentos, constatando que os políticos (incluindo os eleitos pela primeira vez no ano passado) continuam fugindo às suas responsabilidades na hora de se definirem em favor das grandes questões nacionais e a imprensa continua na sua posição de avestruz, sem dar um pio contra tudo isso que vai afundando ainda mais o Brasil e, porque não dizer, o estado de Rondônia!

NÃO SEI

Gostaria de saber como é possível acreditar num país aonde a classe política chega às raias do despautério sem sofrer nenhuma punição, como acontece no Brasil! Qual outro país democrático teria a petulância de dar posse na cadeia a deputados que nem deveriam ter concorrido às eleições? E foi aqui, no estado do Rio de Janeiro (que já chegou a ser importante centro cultural do país) que isso aconteceu. Que vergonha!

COMO?

O que não dizer dos recuos da própria Justiça na hora de agir contra políticos poderosos envolvidos com o sistema sofisticado de roubo do Brasil revelados nas diversas operações de investigação da distribuição de propinas, dos escândalos para desvios bilionários, etc, etc; como se viu no episódio da prisão de um ex-presidente e seu ex-ministro (com outros membros daquilo que o MPF e a PF classificou como quadrilha), também no Rio de Janeiro. Tudo levando a crer que o Brasil não tem mesmo jeito!

SEM UM PIO

A imprensa nunca foi tão conivente como agora. E não é se trata apenas da imprensa regional ou cabocla. A grande mídia, incluindo redes de TVs e os jornalões do país também não dão nem um pio contra a postura daqueles que cruzam os braços e tomam decisões protetivas aos responsáveis pelos maiores escândalos de corrupção jamais vistos no Brasil.

Veja os casos registrados em Rondônia, envolvendo políticos e empresários em roubos milionários em golpes contra instituições do Executivo e do Legislativo. Até hoje o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Carlão de Oliveira, continua foragido. A imprensa rondoniense, que se imagina tão ciosa, neca de pitibiriba em tocar no assunto, em cobrar ação das autoridades. Nem um pio sobre o foragido que é pai de um deputado (reeleito) e de um vereador. E fica sempre a pergunta: quem protege Carlão? Quem tem medo desse foragido se ele aparecer e abrir o bico, contando tudo sobre a “nomenclatura”  que integra o time dos poderosos?

SERÁ

E quando constato o silencio sepulcral sobre os gastos milionários da Assembleia Legislativa (cerca de 14 milhões de reais) previstos no final da legislatura anterior, fico cutucando cá nos meus botões: Será que os escândalos, prejuízos, vexames e sofrimentos não nos disseram nada? Que o clamor da população contra a corrupção não é mais ouvido? Que não se escuta mais a sociedade? Espero que esse esbulho não avance na gestão de Laerte Gomes. O novo presidente tem objetivos políticos claros e certamente não vai querer manchar sua biografia...

SURPREENDENTE

É surpreendente que, depois de voltas, rodopios e cambalhotas de toda sorte,  a questão da Previdência continue sem solução.

O último malabarismo foi criado pelo Presidente da Câmara que, sem esconder a sua ambição pelos cargos-chave do Planalto que deseja preencher à sorrelfa, julga-se forte o suficiente para chantagear o governo, invertendo as prioridades da tramitação constitucional de projetos completamente distintos e exigindo que ele apresente às pressas uma proposta incompleta que só serve para aumentar a confusão, um estado de coisas permanente no Brasil destes dias. Dirão os incautos, os espertos e os cínicos que isso é política. Não é não. Isso é atraso.

RESISTIR

Evaporaram-se do noticiário as informações sobre os descalabros de aposentadorias nababescamente acumuladas e matreiramente assumidas. Não se fala mais no como e por que as despesas com a Previdência aumentaram descontroladamente nos últimos anos. Brasil estaria anestesiado? Contemos com a intervenção divina, que malgrado nossos pecados, nos tem salvado sempre. Que ressurja na alma dos brasileiros a vontade de resistir e de derrotar os inimigos de nossas mais caras tradições!

 

VENDADOS

Estou cada vez mais convencido de que os rondonienses, em sua maioria, são mantidos de olhos vendados para não enxergar a realidade e não definirem o que esperam no horizonte das transformações e, assim, manterem-se sem vontade de exigir das lideranças ações reais em favor de um desenvolvimento sustentável.

Com toda a riqueza natural, nosso estado permanece pobre para a maioria de seus habitantes em seus rios cada vez mais poluídos, em suas cidades mais inseguras, deterioradas, em seu desemprego crescente. A riqueza fica nas mãos de uns poucos. Nada muda e poucos dirigentes e políticos demonstram vontade em contrariar interesses consolidados.

O processo eleitoral realizado no ano passado no elegeu nenhum estadista voltado para o bem geral. O novo governador não deu qualquer novo rumo à administração estadual. Prevalecem interesses econômicos e financeiros antigos, tudo isso num cenário de luta pelo poder e conservação do domínio. É esse tipo de política que afeta a segurança de instituições fundamentais, como é o caso do Iperon, em risco de sofrer um abalo financeiro enorme, comprometendo a vida de milhares de aposentados.

TIRANIAS

Em se tratando de Rondônia, o estado vem dando espaço para as tiranias desde que começou a escolher pelo voto o seu governador. Durante todo esse período os políticos (do Legislativo) foram exorbitando, deixando de cumprir seus deveres junto à população, patrocinando esquemas maquiavélicos, corrupção de toda sorte, para o enriquecimento ilícito comprovado nas condenações de alguns desses políticos por operações da Polícia Federal e do MP.

Muitos desses tiranos continuaram agindo impunemente, com o beneplácito de outras figuras poderosas e coniventes. E com essa banda podre (que ainda ganha eleições no estado) permanece a sensação de que tais políticos resistem a fixar alvos nobres para as instituições representativas da sociedade. Nem lembram que já existiu uma Rondônia onde não havia desemprego, insegurança como hoje! Sim, já houve um tempo, quando o Teixeirão era governador, que havia carência de mão de obra e as pessoas conseguiam empregos sem dificuldades. Agora, ninguém sabe muito bem para onde vai o futuro, mas sabe-se com certeza que as mudanças serão drásticas. Há duas sustentabilidades: a principal é a da natureza, sem a qual não haverá futuro; a outra é a financeira, pois os governantes não cuidam dela com equilíbrio, enchem o país de dívidas forjando um futuro de escravidão.

SERVIDORES

O prefeito Hildon Chaves foi um desses grandes fenômenos eleitorais difíceis de acontecer. Debutante em política foi eleito sem contar com a grande mídia, sem uma grande coligação e sem a participação de marqueteiros contratados a peso de ouro. Hildon tornou-se a esperança de grande parte dos moradores de Porto Velho, ansiosos por melhorar sua qualidade de vida na capital. Hildon também se converteu em esperança para os servidores municipais que, por anos, foram deixados à revelia por seus antecessores.

Assim como vem resgatando seus compromissos perante a população, Hildon também vem adotando ações para valorizar os servidores da prefeitura. Agora ele anuncia um programa de treinamento para a categoria, que deverá começar no dia primeiro do próximo mês, com um workshop inicialmente destinado a 400 servidores. O objetivo é aumentar o nível de comprometimento dos mesmos com a gestão da cidade e ao mesmo tempo aumentando a motivação profissional de cada um.

RECADASTRAMENTO

Outra iniciativa anunciada por Hildon Chaves é o recadastramento de todo o corpo de servidores comissionados. Isso obedecerá ao viés das exigências da Lei Ficha Limpa. Não será mais possível que ninguém exercer qualquer função na prefeitura sem cumprir essa legislação.

Mais do que ser apenas Ficha Limpa, o servidor estatutário terá de comprovar competência profissional para o cargo. Com essa medida certamente haverá uma qualificação muito maior na prestação de serviços à população. O prefeito está decidido a melhoras todos os índices de avaliação. Ele, mais do que ninguém, sabe que a orquestra precisa estar afinada.




Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: